Oi querido,
Estava querendo escrever antes, mas com as crianças correndo
pela casa, escrevo tudo errado. Bem, agora que tive mais tempo de meditar sobre
o assunto, e iluminada pelas orações, ouso dizer o seguinte.
O processo de imanentização no Ocidente, que é bastante
claro na obra de Espinosa, acabou por reivindicar o caráter natural, depois
histórico, depois sociológico, depois cultural, depois psicológico e assim vai,
dos fenômenos. Não quero dizer que não existam aspectos naturais, sociológicos,
históricos ou culturais nos acontecimentos, mas que o Ocidente, por sua
arrogância, tendeu a acreditar que estas formas de redução seriam capazes de
dar conta do conjunto, da Totalidade, e é óbvio que isso, mais cedo ou mais
tarde, desembocaria nas diversas formas de totalitarismo político e
epistemológico do século XX.
Se a infalibilidade não está ligada também a inefabilidade,
como isso não poderia acontecer? Parece-me óbvio que a infalibilidade da razão,
da história, da psique, ou seja lá do que for, conduzem inevitavelmente ao
totalitarismo da natureza, razão e da história e, obviamente, a todas estas
aberrações do século XX que falavam em leis da história, em leis naturais que
justificavam eugenias , e por ai vai.
Quando vejo que bastaria a nós conhecer a tradição grega
cristã, que bastaria meditá-la, amá-la e respeitá-la para evitar tudo o que foi
feito contra o homem nos últimos séculos... dói -me o coração o tamanho de
nossa burrice. Alguém pode dizer: bastaria conhecer Cristo, e eu concordaria.
Mas não se conhece Cristo, em plenitude, fora de sua Igreja.
Abraços,
rochelle
"Totalitarismo epistemológico". Eis um termo que vai para a minha lista de "termos úteis", como a chamo.
ResponderExcluirhahahaah! adoeei seu comentário!
ResponderExcluir"adorei", quis dizer...
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